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Expectativa de Vida  

O indicador da “expectativa de vida ao nascer” faz parte do conjunto de indicadores que expressam o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Mede o número de anos que uma criança recém-nascida deverá viver, em média, se os padrões de mortalidade prevalecentes no momento do seu nascimento se mantiverem os mesmos ao longo da sua vida (UNDP 2009).

Crianças da bacia, Huambo.
Fonte: Tump 2007
( clique para ampliar )

Expectativa de Vida em Angola

Em 2007, a expectativa de vida média em Angola era de apenas 46,5, uma das mais baixas em termos de comparação internacional (classificação 172 de 182). O risco de não sobreviver até à idade de 40 era de 38,5% (UNDP 2009).

O Banco Mundial (World Bank) apresenta uma série de dados de expectativa de vida relativos ao período de 1990 a 2008. Estes dados sugerem que a expectativa de vida em Angola tenha aumentado ligeiramente de 42 (em 1990) para 47 anos (em 2008).

Expectativa de Vida em Angola

Ano

1990

1995

2000

2005

2008

Expectativa de vida (anos)

42

43

44

46

47

Fonte: World Bank website 2010a

A razão principal para esta reduzida expectativa de vida foi o impacto devastador de 27 anos de guerra civil e pobreza generalizada.

A guerra deixou grande parte da infra-estrutura do país danificada ou subdesenvolvida e as minas terrestres ainda deixam marcas nas regiões rurais. Uma grande proporção da população não tem acesso a serviços sociais básicos e a cobertura territorial das instalações de saúde e vacinação é muito limitada, levando a uma elevada prevalência de doenças infecciosas, especialmente a malária, assim como as doenças transmitidas por contacto com a água (GoA/UNDP 2005).

Uma outra razão para o baixo nível de expectativa de vida em Angola é a pobreza. Mais de metade da população do país vive com menos de $1,25 por dia e per capita e mais de 70 % da população com menos de $2 por dia e per capita (UNDP 2009). Estas linhas de referência são definidas como limiares de pobreza pelo Banco Mundial (World Bank website 2010b).

Expectativa de Vida na Namíbia

Uma série de dados ao longo do tempo, fornecidos pelo Banco Mundial, mostra um declínio dramático na expectativa de vida na Namíbia, dos 62 anos em 1990 para 53 anos em 2008. Isto pode estar ligado ao aumento significativo da prevalência do VIH, indicada pelos dados do Banco Mundial (World Bank website 2010a). O nível reduzido da expectativa de vida pode também estar relacionado com a pobreza, que continua a estar disseminada: perto de metade da população da Namíbia vive com menos de $ 1,25 por dia per capita e quase dois terços da população vive com menos de $ 2 por dia per capita (UNDP 2009).

Expectativa de Vida na Namíbia

Ano

1990

1995

2000

2005

2008

Expectativa de vida (anos)

62

60

54

52

53

Fonte: World Bank website 2010a

Mortalidade Infantil

Tal como já indicado anteriormente, o indicador “expectativa de vida” do IDH é influenciado por diferentes factores. Os dois factores principais são a mortalidade infantil e a prevalência do VIH, que podem mais uma vez ser expressos eles próprios como indicadores. Apesar de não serem considerados directamente no IDH, estes dois indicadores são descritos em baixo devido à sua importância no contexto dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

A taxa de mortalidade infantil corresponde à probabilidade de um recém-nascido morrer antes de atingir a idade de cinco anos. O indicador é expresso sob a forma de um número por cada 1 000 nados vivos (World Bank website 2010c).

Anualmente, morrem perto de 9 milhões de crianças em todo o mundo antes de atingirem o seu quinto aniversário e por cada criança que morre existem milhões que vivem no ciclo vicioso de pobreza, má nutrição e doença. Os países em desenvolvimento representam 99 % dos casos de mortalidade infantil, localizando-se metade destes na África subsariana, onde as taxas de mortalidade infantil são as mais elevadas a nível mundial, com 144 mortes por cada 1 000 nascimentos (UNICEF website 2010a).

Mortalidade Infantil em Angola

A mortalidade infantil em Angola tem constituído sempre um problema, com valores bem acima da média regional da África subsariana. De acordo com os dados da UNICEF, tem ocorrido um progresso limitado desde 1990, quando 260 crianças em cada 1 000 morreram antes da idade de cinco anos, por comparação com 220 em 2008 (UNICEF website 2010b).

Mortalidade Infantil em Angola

Ano

1990

1995

2000

2005

2008

Angola

260

251

239

227

220

África subsariana

184

180

166

152

144

Fonte: UNICEF website 2010a&b

Contudo, os resultados de um inquérito publicado em Agosto de 2010 pelo Governo de Angola indicam que Angola fez progressos significativos nos últimos anos, apresentando actualmente uma taxa de mortalidade de 195 por cada 1 000 nados-vivos (UNICEF website 2010c).

Em 2010, o Governo de Angola lançou uma campanha (CARMMA) destinada a acelerar a redução da mortalidade maternal e infantil. O ponto fulcral é reforçar a prestação de cuidados de saúde a nível municipal e desenvolver campanhas educacionais para mães e filhos.

Mortalidade Infantil na Namíbia

Entre 1990 e 2008, a mortalidade infantil na Namíbia tem-se situado bem abaixo da média regional da África subsariana. Apesar da expectativa de vida em declínio ao longo do mesmo período, a Namíbia conseguiu um progresso na redução das taxas de mortalidade infantil. Os dados da UNICEF sugerem que, no presente, 42 em cada 1 000 crianças nascidas na Namíbia morrem prematuramente antes de atingirem os cinco anos de idade.

Mortalidade Infantil na Namíbia

Ano

1990

1995

2000

2005

2008

Namibia

72

71

77

58

42

África subsariana

184

180

166

152

144

Fonte: UNICEF website 2010a&b

Prevalência do VIH

O indicador “prevalência do VIH” refere-se à percentagem de pessoas com idades de 15-49 anos que se encontra infectada com VIH.

Como o VIH continua a causar danos entre a população da África Austral, os seus efeitos indirectos estão também a cobrar o seu preço na região. As pessoas que vivem com o VIH apresentam uma maior susceptibilidade a doenças, encontrando-se por isso mais vulneráveis. As pessoas que vivem em condições de empobrecimento encontram-se ainda mais expostas, na medida em que a má nutrição, o saneamento deficiente e a falta de acesso a água segura aumentam ainda mais a vulnerabilidade.

Prevalência do VIH em Angola

As taxas de infecção por VIH em Angola entre as pessoas com idades de 15-49 anos permanecem num nível comparativamente baixo, apesar de terem aumentado de 1,6 % (2001) para 2,1 % (2007). O número de mortes estimado devido à SIDA também aumentou neste período. De acordo com a UNAIDS, a cobertura da terapêutica anti-retroviral melhorou, embora apenas uma em cada quatro pessoas necessitadas tenha acesso a tratamento adequado (UNAIDS 2008c).

Prevalência do VIH na Namíbia

Uma comparação da prevalência do VIH entre 2001 e 2007 ilustra a grave situação vivida na Namíbia. Durante este período, a estimativa da prevalência do VIH continuou a aumentar de 14,6 % para 15,3 %. Ao mesmo tempo, o número de mortes anuais devidas à SIDA diminuiu, o que aponta para os efeitos positivos das melhorias no sector da saúde no país, tal como o programa de terapêutica anti-retroviral iniciado em 2003, que abrangeu 88 % da população em 2007 (UNAIDS 2008a,b).

 

 



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